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Reforma do ensino médio traz desafios e oportunidades para o país

Com a possibilidade de rever problemas estruturais da etapa, a nova proposta ainda terá que superar entraves para atrair os jovens e não ampliar desigualdades
Porvir

“É a flexibilização só do currículo? As aulas vão continuar sendo as mesmas?” O questionamento do jovem Felipe Lima, egresso da Escola de Ensino Médio Padre Luís Filgueiras, de Nova Olinda (CE), expressa o tamanho do desafio a ser enfrentado pelo país nos próximos anos: a reforma do ensino médio terá que ir muito além da reorganização curricular.

 

Apresentada como Medida Provisória em setembro passado e aprovada pelo Congresso em fevereiro deste ano, a reforma do ensino médio prevê que 60% da grade curricular seja organizada em torno de disciplinas comuns e 40% corresponda a itinerários formativos optativos. Nesse modelo, alunos da rede pública e privada poderão escolher se aprofundar, conforme a oferta das escolas, nas áreas de linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas ou formação técnica e profissional.

Apesar da proposta ainda gerar divergências entre especialistas, gestores, professores e alunos, em um ponto todos – ou quase todos – concordam: a última etapa da educação básica no Brasil precisa mudar. Nesta quarta-feira (21), durante o seminário “Desafios Curriculares do Ensino Médio: implementação e flexibilização”, realizado pelo Instituto Unibanco, em São Paulo (SP), diferentes profissionais envolvidos no debate educacional chamaram atenção para os desafios e as oportunidades de uma reforma estrutural na etapa.

 

Poder de escolha x desafios estruturais: diante de um cenário em que 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos deixam a escola antes de concluir os estudos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação, diz que é preciso tomar providências enérgicas para colocar a educação básica na direção do que o país e os jovens necessitam. “Não é possível que ainda consideremos natural 90% dos jovens concluírem a educação básica sem os conhecimentos indispensáveis em matemática e 78% sem os conhecimentos mínimos em língua portuguesa”, destaca.

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